{"id":2750,"date":"2017-08-17T14:06:10","date_gmt":"2017-08-17T17:06:10","guid":{"rendered":"http:\/\/icbneuro.com.br\/?p=2750"},"modified":"2025-10-08T19:02:34","modified_gmt":"2025-10-08T22:02:34","slug":"neuroespeculacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/neuroespeculacoes\/","title":{"rendered":"Neuroespecula\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_-6206777281137365525yui_3_16_0_ym19_1_1477652734655_71991\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-6213226067859766974yui_3_16_0_ym19_1_1485953130784_44685\" dir=\"ltr\">Quando o assunto \u00e9 neuroci\u00eancia, existem v\u00e1rios mitos que rondam o imagin\u00e1rio popular. Existem tamb\u00e9m v\u00e1rias conclus\u00f5es precipitadas frente a resultados de pesquisas relacionadas ao tema.<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"m_-4431896483336247094yui_3_16_0_ym19_1_1482324473054_25669\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_7440529224563568yui_3_16_0_ym19_1_1484736919943_130568\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_5587226148507277729yui_3_16_0_ym19_1_1486559265883_14669\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-4846218532794995459yui_3_16_0_ym19_1_1488983054036_14940\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_4156708192041258079yui_3_16_0_ym19_1_1495635147346_79014\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-5851898247635172291yui_3_16_0_1_1497448243517_15843\">\n<div id=\"m_-5851898247635172291yui_3_16_0_1_1497448243517_15852\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_7163917739873937361yui_3_16_0_ym19_1_1498056763996_64130\">\n<div id=\"m_7163917739873937361yui_3_16_0_ym19_1_1498056763996_64162\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1535255729337125568yui_3_16_0_ym19_1_1500465260282_79932\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-313333851578652077yui_3_16_0_ym19_1_1501676000184_52591\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_8589273772569180329yui_3_16_0_ym19_1_1502888237934_131376\" dir=\"ltr\">\n<p>Hoje em dia ligamos o r\u00e1dio ou a TV e ouvimos especialistas em marketing nos ensinando sobre como o\u00a0<em id=\"m_8589273772569180329yui_3_16_0_ym19_1_1502888237934_131367\">Neuromarketing<\/em>\u00a0pode ser uma valiosa ferramenta para o sucesso das empresas. Nesse caso, a ideia \u00e9 de que algumas estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o podem ser mais eficazes no processo de \u201cpescar os c\u00e9rebros dos consumidores\u201d com base em s\u00e9rios, por\u00e9m poucos, experimentos neuropsicol\u00f3gicos e de imagem cerebral. Grandes empresas j\u00e1 come\u00e7am a pedir assessoria de neurocientistas para compor o time que pensa as estrat\u00e9gias de marketing. Paralelamente ao crescimento do volume de conhecimento nessa \u00e1rea, podemos observar um crescimento muito mais veloz no n\u00famero de consultores de marketing que parecem \u00e0s vezes j\u00e1 deterem o segredo do \u201ccentro cerebral de compras\u201d.<\/p>\n<p>Profissionais da sa\u00fade que trabalham com a mente e o c\u00e9rebro j\u00e1 vendem programas de estimula\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcios para o c\u00e9rebro chamados de Neur\u00f3bica, Neurofitness. Temos evid\u00eancias cient\u00edficas s\u00e9rias sobre efeitos de programas de exerc\u00edcios cognitivos atrav\u00e9s de \u201cgin\u00e1sticas cerebrais padronizadas\u201d\u2019, especialmente entre idosos. Queixas de mem\u00f3ria s\u00e3o muito frequentes entre adultos jovens e na maioria das vezes essas queixas s\u00e3o s\u00f3 a ponta do iceberg do estresse no dia-a-dia, quadros de ansiedade e depress\u00e3o ou outras doen\u00e7as. Buscar \u201cconsertar a vida\u201d, dando mais chance ao lazer, \u00e0 atividade f\u00edsica e ao bom sono, reduzindo o estresse e tratando o corpo e a mente quando preciso, provavelmente deixe o c\u00e9rebro muito mais \u201csarado\u201d do que cursos de criatividade, de memoriza\u00e7\u00e3o ou de como usar melhor os dois lados do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Temos vivenciado discuss\u00f5es sobre a Neuroest\u00e9tica, uma forma de explicar a experi\u00eancia est\u00e9tica atrav\u00e9s das neuroci\u00eancias. Alguns estudos t\u00eam demonstrado que a obra de um certo pintor ativa mais certas regi\u00f5es do c\u00e9rebro enquanto a obra de outro pintor ativa outras regi\u00f5es. Outros nos mostram que a obra de um poeta estimula certas \u00e1reas do c\u00e9rebro por conter um tipo espec\u00edfico de f\u00f3rmula sint\u00e1tica. N\u00e3o precisamos nos esfor\u00e7ar muito para defender a ideia de que a arte est\u00e1 longe de ser um fen\u00f4meno meramente est\u00e9tico, em que padr\u00f5es de tipo A e tipo B estimulam \u00e1reas X e Y do c\u00e9rebro. A aprecia\u00e7\u00e3o da arte envolve n\u00e3o s\u00f3 a experi\u00eancia sensorial, como tamb\u00e9m a experi\u00eancia de vida de quem a aprecia, o contexto hist\u00f3rico da obra, etc. Chega a ser uma provoca\u00e7\u00e3o pat\u00e9tica tentar explicar o virtuosismo de um bailarino atrav\u00e9s do seu padr\u00e3o de ativa\u00e7\u00e3o neuromuscular.<\/p>\n<p>E por a\u00ed vai. A cada dia somos surpreendidos com os mais originais e, \u00e0s vezes duvidosos, \u201cneuros\u201d: neurofilosofia, neurocomunica\u00e7\u00e3o, neurofuturo, neuro\u00e9tica, neuronutri\u00e7\u00e3o, neuro-psican\u00e1lise, programa\u00e7\u00e3o neurolingu\u00edstica, neuroeconomia, etc. A impress\u00e3o \u00e9 que o prefixo neuro \u00e9 muitas vezes usado para\u00a0dar um ar de credibilidade e legitimidade cient\u00edfica ajudando a vender ideias que ainda est\u00e3o saindo do ovo ou que n\u00e3o passam de meras\u00a0neuroespecula\u00e7\u00f5es e\u00a0neuroextrapola\u00e7\u00f5es.<em id=\"m_8589273772569180329yui_3_16_0_ym19_1_1502888237934_131375\"><\/em><\/p>\n<p>Essas neuroespecula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m t\u00eam sido chamadas de neuromitos e uma pesquisa recente publicada pelo peri\u00f3dico\u00a0<em id=\"m_8589273772569180329yui_3_16_0_ym19_1_1502888237934_131377\"><a id=\"m_8589273772569180329yui_3_16_0_ym19_1_1502888237934_131378\" href=\"http:\/\/journal.frontiersin.org\/article\/10.3389\/fpsyg.2017.01314\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/journal.frontiersin.org\/article\/10.3389\/fpsyg.2017.01314\/full&amp;source=gmail&amp;ust=1503064087325000&amp;usg=AFQjCNFEByF0h5UrXfchZLe0joQ4GzOWTg\">Frontiers in Psychology<\/a><\/em>\u00a0mostrou que leigos que fizeram cursos de neuroci\u00eancia diminuem a preval\u00eancia desses mitos, mas eles ainda se mant\u00eam fortemente presentes. Exemplos? Usamos s\u00f3 10% do nosso c\u00e9rebro, estimula\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio esquerdo e direito para um melhor aprendizado, etc.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m_7163917739873937361qtdSeparateBR\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m_-5851898247635172291qtdSeparateBR\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<\/strong><\/span><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-2750-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/neurociencia.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/neurociencia.mp3\">http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/neurociencia.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 neuroci\u00eancia, existem v\u00e1rios mitos que rondam o imagin\u00e1rio popular. 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