{"id":2957,"date":"2018-06-18T19:08:16","date_gmt":"2018-06-18T22:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/icbneuro.com.br\/?p=2957"},"modified":"2025-10-08T19:12:21","modified_gmt":"2025-10-08T22:12:21","slug":"passarinhos_e_o_amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/passarinhos_e_o_amor\/","title":{"rendered":"O amor rom\u00e2ntico faz a diferen\u00e7a at\u00e9 entre os passarinhos"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\"><span id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49649\"><span lang=\"EN-US\">O amor rom\u00e2ntico tem sua raz\u00e3o de existir para a perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Isso j\u00e1 foi demonstrado entre os p\u00e1ssaros e parece n\u0101o ser muito diferente entre os humanos.\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"m_7752202182911137937yui_3_16_0_ym19_1_1521123413061_8846\">\n<div id=\"m_1592596707009859917yui_3_16_0_ym19_1_1524658167930_60033\">\n<div id=\"m_-6277971611716442594yui_3_16_0_ym19_1_1525357817939_27372\">\n<div id=\"m_-4514891052827514627yui_3_16_0_ym19_1_1525867065391_54215\">\n<div id=\"m_-4514891052827514627yui_3_16_0_ym19_1_1525867065391_51668\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1981411579958427708yui_3_16_0_ym19_1_1526478427667_23394\">\n<div id=\"m_-2094888886207801428yui_3_16_0_ym19_1_1527689244393_18644\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_7771081819267704293yui_3_16_0_ym19_1_1528287128823_42698\">\n<p>As pessoas paqueram, apaixonam-se, namoram, ora s\u00e3o aceitas, ora s\u00e3o rejeitadas, at\u00e9 encontrarem uma parceria que julgam ser a mais acertada para viverem juntos, terem filhos, etc. Isso costuma ser um processo longo e cauteloso e poucos v\u00e3o dizer que \u00e9 uma perda de tempo e energia. \u00a0Para a perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie seria mais econ\u00f4mico paquerar e procriar sem toda essa experimenta\u00e7\u00e3o? A esp\u00e9cie precisa mesmo do amor rom\u00e2ntico? Os passarinhos podem nos ajudar a responder.<\/p>\n<p>Ornit\u00f3logos do Instituto Max Planck na Alemanha demonstraram\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosbiology\/article?id=10.1371\/journal.pbio.1002248\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/journals.plos.org\/plosbiology\/article?id%3D10.1371\/journal.pbio.1002248&amp;source=gmail&amp;ust=1529445374103000&amp;usg=AFQjCNH89P6bkH46Wea8majtY8TNtnn79w\">resultados<\/a>\u00a0de experi\u00eancias com passarinhos que t\u00eam parcerias parecidas com as dos humanos: costumam escolher um(a) companheiro(a) e seguem toda a vida juntos e dividem o trabalho da cria\u00e7\u00e3o dos filhotes.<\/p>\n<p>Eles estudaram 160 passarinhos e promoveram uma paquera inicial entre grupos de 20 f\u00eameas que podiam escolher livremente um macho em um grupo de 20 tamb\u00e9m. Depois que os p\u00e1ssaros formavam casais eles eram divididos em dois grupos: casais que se entenderam espontaneamente e casais que foram separados pelos pesquisadores que em seguida eram for\u00e7ados a novas parcerias.<\/p>\n<p>Os resultados n\u00e3o deixam d\u00favida que a escolha espont\u00e2nea faz a diferen\u00e7a. Os filhotes de passarinhos que continuaram com seus pares espont\u00e2neos tinham 37% mais chances de sobreviver nos primeiros dias de vida, provavelmente reflexo do cuidado dos pais. N\u00e3o houve diferen\u00e7a na mortalidade dos embri\u00f5es entre os dois grupos, o que sugere que a atra\u00e7\u00e3o pelo outro n\u00e3o \u00e9 uma escolha pela melhor gen\u00e9tica, mas atra\u00e7\u00e3o por atributos comportamentais que favorecem a complementariedade.<\/p>\n<p>Aqueles com \u201ccasamento arranjado\u201d tinham o ninho com mais ovos n\u00e3o fertilizados ou desaparecidos. Os machos deram a mesma aten\u00e7\u00e3o \u00e0s f\u00eameas independentemente de serem da turma rom\u00e2ntica ou arranjada. J\u00e1 as f\u00eameas arranjadas foram menos receptivas ao macho e copulavam menos. Os casais arranjados eram tamb\u00e9m mais infi\u00e9is.<\/p>\n<p>Isso parece familiar?<\/p>\n<p>Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0747563218301870?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0747563218301870?via%253Dihub&amp;source=gmail&amp;ust=1529445374103000&amp;usg=AFQjCNEeU-RJZKiMnXx6IoA7MqZLCL5xog\">s\u00e9rie de experimentos<\/a>\u00a0acaba de ser publicada por pesquisadores da Universidade de Rochester nos EUA em parceria com o centro Herzliya de Israel \u00a0e aponta que, entre os humanos, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 sexualmente mais forte quando o(a) candidato(a) parece ser mais vi\u00e1vel para uma parceria rom\u00e2ntica no longo prazo. Poder\u00edamos dizer que o turbilh\u00e3o da atra\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 potencializado pelo amor rom\u00e2ntico que sinaliza uma complementariedade e seguran\u00e7a. O mesmo fen\u00f4meno foi observado entre casais que j\u00e1 tinham uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel. Os que demonstravam mais respeito m\u00fatuo, considera\u00e7\u00e3o e afeto eram os que tinham a maior atra\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<\/strong><\/span><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-2957-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/passarinho_amor.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/passarinho_amor.mp3\">http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/passarinho_amor.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O amor rom\u00e2ntico tem sua raz\u00e3o de existir para a perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Isso j\u00e1 foi demonstrado entre os p\u00e1ssaros e parece n\u0101o ser muito diferente entre os humanos.\u00a0\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4974,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2957"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2957"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2957\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5041,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2957\/revisions\/5041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}