{"id":3052,"date":"2018-10-22T22:21:25","date_gmt":"2018-10-23T01:21:25","guid":{"rendered":"http:\/\/icbneuro.com.br\/?p=3052"},"modified":"2025-10-08T19:16:03","modified_gmt":"2025-10-08T22:16:03","slug":"deficit_de_atencao_criatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/deficit_de_atencao_criatividade\/","title":{"rendered":"Adolescentes com d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais criativos"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\"><span id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49649\"><span lang=\"EN-US\"><span id=\"m_4435111178724555191yui_3_16_0_ym19_1_1536148845197_49297\">Toda vez que ouvimos falar de transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, logo pensamos em inefici\u00eancia. Na verdade, estudos t\u00eam mostrado que os portadores de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o pessoas mais criativas<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"m_7752202182911137937yui_3_16_0_ym19_1_1521123413061_8846\">\n<div id=\"m_-5574383173927777876yui_3_16_0_ym19_1_1537357833139_45652\">\n<div id=\"m_-4780760473492837336yui_3_16_0_ym19_1_1538567377399_83536\">\n<div id=\"m_-5088586542060513575yui_3_16_0_ym19_1_1539172649729_41362\">\n<p>As pessoas que t\u00eam transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH) carregam consigo o estigma de inefici\u00eancia que muitas vezes limita a express\u00e3o de suas potencialidades. Podemos pensar que eles podem ter mais dificuldades em alguns tipos de tarefa, mas podem at\u00e9 ser mais eficazes em outros tipos de trabalho. E essa foi a conclus\u00e3o de um\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/jocb.382\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/jocb.382&amp;source=gmail&amp;ust=1540343636824000&amp;usg=AFQjCNHv3b71FFWo6rWBFKX4JbdiFnqImA\">estudo<\/a>\u00a0rec\u00e9m-publicado por pesquisadores da Universidade de Michigan nos EUA.<\/p>\n<p>Adolescentes com e sem diagn\u00f3stico de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o passaram por testes que avaliavam a criatividade e aqueles que tinham d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o se sa\u00edram melhor. Eles se mostraram mais propensos a resistir \u00e0 conformidade, a ignorar a informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 conhecida, o que permitia que a criatividade pudesse voar. Em um dos testes os volunt\u00e1rios tinham que desenhar uma fruta alien\u00edgena. O grupo com d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o desenhou frutas que guardavam menos semelhan\u00e7as com as frutas do nosso planeta. Em outro teste eles tinham que criar r\u00f3tulos sem copiar os exemplos apresentados.\u00a0 Novamente os portadores de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o foram mais criativos.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que esses resultados nos mostram o enorme potencial que indiv\u00edduos com d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o t\u00eam em carreiras em que a demanda criativa \u00e9 alta como o marketing, publicidade, artes, engenharia de computa\u00e7\u00e3o entre outras. Pensando bem, em qualquer carreira!<\/p>\n<p>O TDAH \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o geneticamente herdada que se caracteriza por sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, inquietude e impulsividade. O problema acomete entre 6 e 8% das crian\u00e7as em todo o mundo e permanecem at\u00e9 a vida adulta em 30% dos casos. Entretanto, pesquisas recentes t\u00eam demonstrado que essas cifras andam bem maiores.<\/p>\n<p>No Brasil, uma pesquisa revelou que quase 75% das crian\u00e7as e adolescentes brasileiros que tomam rem\u00e9dios para d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumprem os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos para essa condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Acredito que o TDAH esteja lado a lado com a depress\u00e3o como exemplos t\u00edpicos de um fen\u00f4meno de nossa sociedade contempor\u00e2nea chamado de\u00a0<em>medicaliza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia humana<\/em>. Qualquer experi\u00eancia de tristeza ou de perda de foco nos estudos ou no trabalho s\u00e3o frequentemente interpretadas de forma err\u00f4nea por aqueles que t\u00eam os sintomas, e mesmo pelos m\u00e9dicos, como se fosse um diagn\u00f3stico de depress\u00e3o ou TDAH. N\u00e3o estou dizendo que esses diagn\u00f3sticos n\u00e3o existam. Pelo contr\u00e1rio. S\u00e3o dois dos diagn\u00f3sticos mais prevalentes na \u00e1rea de sa\u00fade mental, que precisam de tratamento, e quando se pensa em sa\u00fade p\u00fablica, certamente existem mais indiv\u00edduos n\u00e3o diagnosticados do que superdiagnosticados.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<\/strong><\/span><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-3052-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/criatividade.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/criatividade.mp3\">http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/criatividade.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toda vez que ouvimos falar de transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, logo pensamos em inefici\u00eancia. 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