{"id":3336,"date":"2019-10-28T20:05:15","date_gmt":"2019-10-28T23:05:15","guid":{"rendered":"http:\/\/icbneuro.com.br\/?p=3336"},"modified":"2025-10-08T19:23:07","modified_gmt":"2025-10-08T22:23:07","slug":"incerteza-ou-noticia-ruim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/incerteza-ou-noticia-ruim\/","title":{"rendered":"A incerteza pode ser pior do que not\u00edcia ruim"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">A expectativa por um desfecho gera mais altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas no nosso corpo que o confronto com uma not\u00edcia ruim. Instintivamente, n\u00e3o queremos inimigos silenciosos e desconhecidos.<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"m_2969238313497163954yui_3_16_0_ym19_1_1544006242300_80679\">\n<div id=\"m_-7450384693358708446yui_3_16_0_ym19_1_1544720410947_10202\">\n<div id=\"m_8750881895888949282yui_3_16_0_ym19_1_1545217470701_39767\">\n<div id=\"m_7391277005513296197yui_3_16_0_ym19_1_1556798451650_5046\">\n<div id=\"m_-3554159702068191424yui_3_16_0_ym19_1_1557317084632_47231\">\n<div>\n<div class=\"m_-8533770307921998455ydp5cd5f349yiv9820892364ydp54962a83post-content\">\n<div>\n<p>Quando algu\u00e9m nos fala: tenho duas not\u00edcias pra contar, uma boa e outra ruim, qual voc\u00ea gostaria de ouvir primeiro? A grande maioria responde que quer ouvir a ruim antes. Reconhece-se que o ser humano tem uma tend\u00eancia a dar mais aten\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00f5es negativas do que \u00e0s positivas. Ter consci\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es negativas, e presumivelmente amea\u00e7adoras, pode ser visto como um tra\u00e7o de adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>E o que dizer do incerto? Numa situa\u00e7\u00e3o em que algu\u00e9m nos diz: tenho uma coisa para lhe contar, voc\u00ea quer ouvir? Poucos devem duvidar que a maioria nessa situa\u00e7\u00e3o diria: conta logo!<\/p>\n<p>A incerteza \u00e9 vista pela psicologia como a antecipa\u00e7\u00e3o de uma amea\u00e7a pouco definida. Se a exposi\u00e7\u00e3o a um est\u00edmulo negativo representa uma amea\u00e7a, a exposi\u00e7\u00e3o ao desconhecido pode ser ainda mais amea\u00e7adora, j\u00e1 que n\u00e3o se sabe o tamanho do inimigo (ou do amigo). Alguns estudos nos mostram que o suspense da incerteza gera mais altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas associadas \u00e0 ansiedade do que o confronto a est\u00edmulos negativos bem definidos. As pessoas preferem um &#8220;capeta&#8221; conhecido a um que ainda nem conhecem.<\/p>\n<p>Uma pesquisa rec\u00e9m-publicada pelo peri\u00f3dico Nature Communications confirma essa ideia. Volunt\u00e1rios mostravam mais sinais f\u00edsicos de estresse quando estavam numa situa\u00e7\u00e3o de expectativa do que quando j\u00e1 sabiam que o desfecho tinha grande chance de ser ruim. O estudo foi feito com um game em que os participantes tinham que atravessar um terreno pedregoso e ficar atentos a cobras. Caso encontrassem um cobra, eles levariam um pequeno choque. Quando a chance de se deparar com uma cobra era de 50%, n\u00edveis m\u00e1ximos de estresse eram encontrados. Quando a chance era de zero ou 100%, os n\u00edveis de estresse ca\u00edam a n\u00edveis m\u00ednimos. Por outro lado, o estresse trouxe tamb\u00e9m seus efeitos ben\u00e9ficos. Quanto maiores os n\u00edveis de estresse maior foi a capacidade de fugir das cobras.<\/p>\n<p>Outra pesquisa recente revelou que os macacos tamb\u00e9m querem saber das coisas o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, e que do ponto de vista neuroqu\u00edmico, esse acesso adiantado \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante ao de outros tipos de recompensa cerebral. Neste caso, o experimento envolvia a recompensa de uma quantidade de \u00e1gua maior ou menor. Outras pesquisas t\u00eam mostrado que, quando o assunto em quest\u00e3o envolve uma experi\u00eancia negativa, a prefer\u00eancia por acesso r\u00e1pido \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<\/strong><\/span><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-3336-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/noticia_ruim.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/noticia_ruim.mp3\">http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/noticia_ruim.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa por um desfecho gera mais altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas no nosso corpo que o confronto com uma not\u00edcia ruim. 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