{"id":3583,"date":"2021-02-03T15:42:27","date_gmt":"2021-02-03T18:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/icbneuro.com.br\/?p=3583"},"modified":"2025-10-08T19:44:55","modified_gmt":"2025-10-08T22:44:55","slug":"o-impacto-da-covid-19-sobre-o-cerebro-de-pacientes-hospitalizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/o-impacto-da-covid-19-sobre-o-cerebro-de-pacientes-hospitalizados\/","title":{"rendered":"O impacto da COVID-19 sobre o c\u00e9rebro de pacientes hospitalizados"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">Complica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas fazem parte da realidade de pacientes internados por quadros cr\u00edticos e com os pacientes graves com COVID-19 a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Apesar de existirem peculiaridades da infec\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e9rebro, grande parte dos transtornos neurol\u00f3gicos observados em pacientes graves com COVID-19 parece n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o com efeitos diretos do v\u00edrus sobre o c\u00e9rebro, mas sim ao estado cr\u00edtico do paciente.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/n.neurology.org\/content\/neurology\/96\/4\/e575.full.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/n.neurology.org\/content\/neurology\/96\/4\/e575.full.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1612462757237000&amp;usg=AFQjCNFeu0t_m0ewIYqZxN-t4d8NXnRYbQ\">estudo<\/a> que acaba de ser publicado no peri\u00f3dico oficial da Academia Americana de Neurologia aponta que 13.5% dos pacientes que foram hospitalizados em quatro grandes hospitais de Nova Iorque nos EUA desenvolveram doen\u00e7as neurol\u00f3gicas previamente inexistentes. Foram inclu\u00eddos na pesquisa quase 4500 pacientes adultos internados entre mar\u00e7o e maio de 2020 por s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda severa por COVID-19.<\/p>\n<div id=\"m_2969238313497163954yui_3_16_0_ym19_1_1544006242300_80679\">\n<div>\n<p>Todos os diagn\u00f3sticos neurol\u00f3gicos foram feitos por um neurologista e foram exclu\u00eddos os pacientes que j\u00e1 apresentavam algum transtorno neurol\u00f3gico e tamb\u00e9m aqueles que tiveram apenas sintomas neurol\u00f3gicos isolados, como dor de cabe\u00e7a. Entre os pacientes que apresentaram um novo diagn\u00f3stico neurol\u00f3gico durante a interna\u00e7\u00e3o, 51% apresentaram um estado confusional (tamb\u00e9m chamado de encefalopatia t\u00f3xico-metab\u00f3lica), 14% tiveram um derrame cerebral, 12% evolu\u00edram com crises convulsivas e 11% demonstraram les\u00e3o cerebral pela baixa oxigena\u00e7\u00e3o do sangue. Tais diagn\u00f3sticos foram mais frequentes nos mais idosos, nos homens e nos diab\u00e9ticos. Quadros infecciosos como meningoencefalites ou mielites n\u00e3o foram diagnosticados.<\/p>\n<p>Em 54% dos pacientes os sintomas neurol\u00f3gicos j\u00e1 apareceram nos primeiros dois dias dos sintomas respirat\u00f3rios (febre e tosse) ou gastrintestinais (v\u00f4mito e diarreia) e em 43% os sintomas neurol\u00f3gicos j\u00e1 eram aparentes desde o in\u00edcio desses outros sintomas. Para 2% dos pacientes, sintomas neurol\u00f3gicos tiveram in\u00edcio antes dos demais sintomas.<\/p>\n<p>Os 13.5% dos pacientes que tiveram quadros neurol\u00f3gicos in\u00e9ditos tiveram um pior progn\u00f3stico, com chances 28% menores de terem alta hospitalar e 38% maior de irem a \u00f3bito. \u00c9 importante salientar que dos 18 pacientes que tiveram an\u00e1lise do l\u00edquor[RT1]\u00a0 (l\u00edquido da espinha), todos tiveram testes PCR para COVID-19 negativos nesse l\u00edquido, sugerindo que as complica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas n\u00e3o foram resultado do ataque direto do sistema nervoso central pelo v\u00edrus, mas possivelmente secund\u00e1rios \u00e0 gravidade cl\u00ednica por si mesma, j\u00e1 que in\u00fameras doen\u00e7as que necessitam de cuidados cr\u00edticos podem tamb\u00e9m evoluir com as complica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas encontradas. Podemos citar a pr\u00f3pria s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda severa, mas por outras causas que n\u00e3o a COVID-19, insufici\u00eancia renal aguda e septicemia.<\/p>\n<p><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-3583-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/impacto_covid19.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/impacto_covid19.mp3\">http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/impacto_covid19.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Complica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas fazem parte da realidade de pacientes internados por quadros cr\u00edticos e com os pacientes graves com COVID-19 a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. 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