{"id":3708,"date":"2021-09-28T13:10:34","date_gmt":"2021-09-28T16:10:34","guid":{"rendered":"http:\/\/icbneuro.com.br\/?p=3708"},"modified":"2025-10-08T19:50:48","modified_gmt":"2025-10-08T22:50:48","slug":"quatro-ou-cinco-dicas-que-ajudam-a-perdoar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/quatro-ou-cinco-dicas-que-ajudam-a-perdoar-2\/","title":{"rendered":"Quatro ou cinco dicas que ajudam a perdoar"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\r\n<div dir=\"ltr\">\r\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\r\n<div dir=\"ltr\">Confira as dicas da revista Scientific American que podem fazer nossas mentes ficarem mais leves<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<p><!--more--><\/p>\r\n<div><hr \/>\r\n<p>A revista Scientific American trouxe dicas que podem fazer nossas mentes ficarem mais leves. Aqui falamos n\u00e3o s\u00f3 de perd\u00e3o a uma pessoa, mas tamb\u00e9m a grupo de pessoas que cometeram injusti\u00e7as e eventos traum\u00e1ticos.<\/p>\r\n<p><strong>1<\/strong>&#8211; O maior interessado no ato de perdoar \u00e9 voc\u00ea mesmo. Voc\u00ea tem a chance de tirar um peso da sua mente que costuma ficar reverberando com a experi\u00eancia do rancor.<\/p>\r\n<p>Em um estudo com m\u00e3es que perderam seus filhos por crimes violentos, uma interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica chamando a aten\u00e7\u00e3o para o benef\u00edcio pr\u00f3prio de se buscar apagar ou reduzir o rancor, trouxe resultados bem positivos. Ap\u00f3s uma semana da interven\u00e7\u00e3o, elas se sentiram menos abaladas e com escores de depress\u00e3o 60% menores. Outros estudos mostraram tamb\u00e9m que perdoar reduz o grau de ansiedade de quem perdoa.<\/p>\r\n<p><strong>2<\/strong>&#8211; Fa\u00e7a o exerc\u00edcio de se colocar do outro lado. Tente criar uma atmosfera de empatia, imaginando a situa\u00e7\u00e3o que esse outro lado vivia quando cometeu a a\u00e7\u00e3o que voc\u00ea julga, de forma inequ\u00edvoca, errada ou injusta.<\/p>\r\n<p><strong>3-<\/strong> Tente modular suas rea\u00e7\u00f5es ao evento traum\u00e1tico como impulsos de revolta, ondas de raiva e ansiedade.<\/p>\r\n<p><strong>4-<\/strong> Lembre-se que o tempo \u00e9 um grande rem\u00e9dio para cicatrizar feridas. Em um momento muito pr\u00f3ximo ao evento traum\u00e1tico, o exerc\u00edcio de perd\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil. Deixar a poeira baixar, \u00e0s vezes, \u00e9 o caminho mais acertado.<\/p>\r\n<p>E por \u00faltimo, insiro aqui um pensamento portugu\u00eas que acredito que possa colaborar sobremaneira em muitas situa\u00e7\u00f5es do dia a dia em que caimos na armadilha de guardar rancor.<\/p>\r\n<p>N\u00e3o dever\u00edamos nos martirizar por ficarmos exigindo dos outros aquilo que eles n\u00e3o podem nos oferecer. Com sotaque bem portugu\u00eas: Cada qual d\u00e1 o que tem conforme a sua pessoa.<\/p>\r\n<p>Anos depois aprendi com uma senhora portuguesa que na verdade essa frase \u00e9 parte de uma quadra popular bastante conhecida em Portugal:<\/p>\r\n<p><em><strong>Pilriteiro, d\u00e1s pilritos<\/strong><\/em><br \/><em><strong>Porque n\u00e3o d\u00e1s coisa boa?<\/strong><\/em><br \/><em><strong>Cada qual d\u00e1 o que tem<\/strong><\/em><br \/><em><strong>Conforme a sua pessoa.<\/strong><\/em><\/p>\r\n<p>Em Portugal h\u00e1 tamb\u00e9m um ditado muito popular que diz a mesma coisa:<\/p>\r\n<p><em><strong>Pilriteiro d\u00e1 pilritos, a mais n\u00e3o \u00e9 obrigado.<\/strong><\/em><\/p>\r\n<p>O pilriteiro \u00e9 um arbusto espinhoso bastante comum em Portugal e d\u00e1 uma frutinha muito \u00e1cida, o pilrito. Pela quadrinha popular, parece que o pilrito n\u00e3o deve mesmo ser uma fruta muito apreciada. Tenho uma teoria sobre frutas ex\u00f3ticas que se pilrito fosse bom mesmo, seu nome seria morango ou banana e seria exportado para todos os cantos do planeta.<\/p>\r\n<p>Boa parte das situa\u00e7\u00f5es do dia a dia que poderiam nos afastar do nosso equil\u00edbrio mental tem a ver com a cobran\u00e7a e muitas vezes com nossa indigna\u00e7\u00e3o pelas atitudes dos outros que nos desagradam. \u00c9 o prestador de servi\u00e7o que n\u00e3o terminou o servi\u00e7o direito, \u00e9 o cara que passa \u00e0 nossa frente pelo acostamento enquanto estamos parados na fila do engarrafamento, \u00e9 a mo\u00e7a do caixa do supermercado que \u00e9 lenta no seu desempenho, etc. Podemos come\u00e7ar a enxergar esse cotidiano atrav\u00e9s de uma outra \u00f3tica. O cara que fura fila n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o e princ\u00edpios de cidadania. Vamos nos irritar? Brigar? A mo\u00e7a lenta no caixa do supermercado \u00e9 lenta mesmo e nem foi treinada para ser mais r\u00e1pida. O mau prestador de servi\u00e7os \u00e9 ruim de servi\u00e7o mesmo e a gente que fez a escolha. Antes de reagirmos de forma a perdermos nosso dia, podemos pensar que pilriteiros d\u00e3o pilritos\u2026 E sempre que tivermos poder de escolha, n\u00e3o precisamos insistir em comer pilritos. Mudamos a p\u00e1gina e seguimos em frente com morangos.<\/p>\r\n<p>*Dr. Ricardo Teixeira \u00e9 neurologista e diretor cl\u00ednico do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<div>\r\n<div>\r\n<div id=\"m_5101187023913953760ydp9463ba48yiv9435451766yqtfd24449\">\u00a0<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div id=\"m_2969238313497163954yui_3_16_0_ym19_1_1544006242300_80679\">\r\n<div>\r\n<p><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<\/strong><\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cbn.globoradio.globo.com\/Player\/widget.htm?audio=3\/2021\/09\/15\/353030_20210915&amp;url=https:\/\/cbn.globoradio.globo.com\/media\/audio\/353030\/quatro-ou-cinco-dicas-que-ajudam-perdoar.htm&amp;titulo=Quatro%20ou%20cinco%20dicas%20que%20ajudam%20a%20perdoar&amp;cat=Cuca%20Legal%20-%20Ricardo%20Teixeira\" width=\"600\" height=\"220\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira as dicas da revista Scientific American que podem fazer nossas mentes ficarem mais leves<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4974,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3708"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3708"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3708\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5161,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3708\/revisions\/5161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}