{"id":4176,"date":"2023-01-06T18:05:15","date_gmt":"2023-01-06T21:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=4176"},"modified":"2025-10-08T20:08:42","modified_gmt":"2025-10-08T23:08:42","slug":"enquanto-a-maioria-dorme-cerca-de-7h-entre-30-e-50-anos-esse-tempo-diminui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/enquanto-a-maioria-dorme-cerca-de-7h-entre-30-e-50-anos-esse-tempo-diminui\/","title":{"rendered":"Enquanto a maioria dorme cerca de 7h, entre 30 e 50 anos esse tempo diminui"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\r\n<div dir=\"ltr\">\r\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\r\n<div dir=\"ltr\">\r\n<div dir=\"ltr\">\r\n<div dir=\"ltr\">Uma pesquisa publicada pela Nature Communications mostra que a dura\u00e7\u00e3o do sono depende muito da faixa et\u00e1ria. Dormimos menos na meia-idade e trabalho e filhos podem explicar esse fato.<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<p><!--more--><\/p>\r\n<div>H\u00e1 poucos dias o peri\u00f3dico Nature Communications publicou a an\u00e1lise de uma grande amostragem de mais de 700 mil indiv\u00edduos em 68 diferentes pa\u00edses em cinco continentes mostrando que as pessoas t\u00eam dormido em m\u00e9dia sete horas por noite. Pa\u00edses pr\u00f3ximos ao Equador dormem um pouco menos e o Brasil ficou bem pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia.\u00a0<\/div>\r\n<div>\u00a0<\/div>\r\n<div>Al\u00e9m da enorme abrang\u00eancia do estudo, o ineditismo dos resultados incluiu a demonstra\u00e7\u00e3o de tr\u00eas momentos diferentes na idade adulta e diferentes dura\u00e7\u00f5es do sono, independente do pa\u00eds e n\u00edvel educacional. Os indiv\u00edduos estudados eram maiores de 18 anos e at\u00e9 os 33 anos foi o per\u00edodo em que dormiam mais. A partir dessa idade houve um plat\u00f4 de estabilidade at\u00e9 os 53 anos, ap\u00f3s o que os volunt\u00e1rios voltavam a ter incrementos no tempo de sono.\u00a0<\/div>\r\n<div>\u00a0<\/div>\r\n<div>Voc\u00ea acha que seus ancestrais dormiam mais que voc\u00ea?<\/div>\r\n<div>\u00a0<\/div>\r\n<div>\u00c9 bastante tentador imaginar que o mundo contempor\u00e2neo, com toda sua eletricidade, aparelhos eletr\u00f4nicos e cafe\u00edna al\u00e9m da conta, tem o h\u00e1bito de dormir menos que nossos ancestrais. Isso sem falar nos atuais \u00edndices de depress\u00e3o, ansiedade e obesidade que costumam atrapalhar o sono. Podemos encontrar relatos j\u00e1 no fim do s\u00e9culo XIX de que as pessoas estavam dormindo menos que os antigos, mas parece que a hist\u00f3ria \u00e9 um pouco diferente.<\/div>\r\n<div>\u00a0<\/div>\r\n<div>Uma pesquisa publicada no prestigiado peri\u00f3dico Current Biology mostrou que ca\u00e7adores-coletores de tr\u00eas diferentes partes do mundo dormem at\u00e9 um pouco menos do que os homens de vida moderna. O registro da rotina de sono de comunidades de ca\u00e7adores-coletores na Nam\u00edbia, Tanzania e Bol\u00edvia que vivem sem luz el\u00e9trica apontou que eles dormem em m\u00e9dia 6.5 horas, menos que a m\u00e9dia das sociedades atuais que \u00e9 de aproximadamente 7 horas.<\/div>\r\n<div>\u00a0<\/div>\r\n<div>A pesquisa ainda demonstrou que essas comunidades unplugged n\u00e3o tiram cochilos durante o dia, deitam-se para dormir cerca de tr\u00eas horas ap\u00f3s o p\u00f4r do sol e acordam antes do sol nascer. Eles tamb\u00e9m dormem uma hora a menos no ver\u00e3o. Apesar de terem gen\u00e9ticas e viverem em ambientes bem diferentes, os h\u00e1bitos de sono n\u00e3o foram diferentes entre as comunidades. O padr\u00e3o de sono descrito na Europa antiga dividido em dois tempos separados por um intervalo em vig\u00edlia n\u00e3o foi identificado nas comunidades estudadas, sugerindo que esse sono n\u00e3o interrompido deva ser o padr\u00e3o natural dos nossos ancestrais mais antigos, e que o sono europeu repartido j\u00e1 foi uma adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais do continente.<\/div>\r\n<div>\u00a0<\/div>\r\n<div>Chamou muita a aten\u00e7\u00e3o a quase inexist\u00eancia de ins\u00f4nia, o que nos faz interrogar se a simula\u00e7\u00e3o desses ambientes arcaicos n\u00e3o poderia ser eficaz no tratamento da ins\u00f4nia dos homens de vida moderna.<\/div>\r\n<div>\r\n<p><br \/>Por <strong>Dr. Ricardo Teixeira<\/strong><\/p>\r\n<div>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div id=\"m_2969238313497163954yui_3_16_0_ym19_1_1544006242300_80679\">\r\n<div>\r\n<p><strong>Confira o \u00e1udio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a R\u00e1dio CBN Bras\u00edlia:<br \/><br \/><\/strong><\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-4176-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/sono_idade.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/sono_idade.mp3\">http:\/\/icbneuro.com.br\/podcasts\/sono_idade.mp3<\/a><\/audio>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa publicada pela Nature Communications mostra que a dura\u00e7\u00e3o do sono depende muito da faixa et\u00e1ria. Dormimos menos na meia-idade e trabalho e filhos podem explicar esse fato.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4974,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4176"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4176"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4181,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4176\/revisions\/4181"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}