{"id":4364,"date":"2023-09-15T17:24:30","date_gmt":"2023-09-15T20:24:30","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=4364"},"modified":"2024-07-19T12:44:17","modified_gmt":"2024-07-19T15:44:17","slug":"cinco-reflexoes-que-podem-ajudar-a-perdoar-e-deixar-a-vida-mais-leve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/cinco-reflexoes-que-podem-ajudar-a-perdoar-e-deixar-a-vida-mais-leve\/","title":{"rendered":"Cinco reflex\u00f5es que podem ajudar a perdoar e deixar a vida mais leve"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Deixar o rancor de lado n\u00e3o \u00e9 uma atitude f\u00e1cil, mas, mesmo em situa\u00e7\u00f5es extremas, deix\u00e1-lo para tr\u00e1s \u00e9 libertador<br \/>\n<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<p>Por <strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira<\/strong>*<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil discordar de que cultivar o rancor pode deixar a vida bem pesada, n\u00e3o \u00e9? Mesmo em situa\u00e7\u00f5es extremas, deixar esse sentimento para tr\u00e1s \u00e9 uma grande liberta\u00e7\u00e3o. O ato de perdoar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e aqui v\u00e3o cinco dicas que podem ajudar a interromper a rumina\u00e7\u00e3o mental desse sentimento t\u00e3o negativo. Aqui, falamos n\u00e3o s\u00f3 de perd\u00e3o a uma pessoa, mas tamb\u00e9m a um grupo de indiv\u00edduos que cometeram injusti\u00e7as e eventos traum\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>1-<\/strong> O maior interessado no ato de perdoar \u00e9 voc\u00ea mesmo. Em um estudo com m\u00e3es, que perderam seus filhos por crimes violentos, uma interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, chamando a aten\u00e7\u00e3o para o grande benef\u00edcio pr\u00f3prio de se buscar apagar ou reduzir o rancor, trouxe resultados bem positivos. Ap\u00f3s uma semana da interven\u00e7\u00e3o, elas sentiram-se menos abaladas e com escores de depress\u00e3o 60% menores. Outros estudos mostraram tamb\u00e9m que perdoar reduz o grau de ansiedade de quem perdoa.<\/p>\n<p><strong>2-<\/strong> Fa\u00e7a o exerc\u00edcio de se colocar do outro lado. Tente criar uma atmosfera de empatia, imaginando a situa\u00e7\u00e3o que esse outro lado vivia quando cometeu a a\u00e7\u00e3o que voc\u00ea julga, de forma inequ\u00edvoca, errada ou injusta.<\/p>\n<p><strong>3-<\/strong> Tente modular suas rea\u00e7\u00f5es ao evento traum\u00e1tico como impulsos de revolta, ondas de raiva e ansiedade.<\/p>\n<p><strong>4-<\/strong> Lembre-se que o tempo \u00e9 um grande rem\u00e9dio para cicatrizar feridas. Em um momento muito pr\u00f3ximo ao evento traum\u00e1tico, o exerc\u00edcio de perd\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil. Deixar a poeira baixar, \u00e0s vezes, \u00e9 o caminho mais acertado.<\/p>\n<p><strong>5-<\/strong> E por \u00faltimo, falo aqui um pensamento portugu\u00eas que acredito que pode colaborar sobremaneira em muitas situa\u00e7\u00f5es do dia a dia em que podemos cair na armadilha de guardar rancor em nossas mentes. N\u00e3o dever\u00edamos nos martirizar exigindo dos outros aquilo que eles n\u00e3o podem nos oferecer. Com sotaque bem portugu\u00eas: Cada qual d\u00e1 o que tem conforme a sua pessoa.<\/p>\n<p>Anos depois de conhecer essa frase aprendi que, na verdade, ela faz parte de uma quadra bastante popular em Portugal:<\/p>\n<p><em><strong>Pilriteiro, d\u00e1s pilritos<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Por que n\u00e3o d\u00e1s coisa boa?<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Cada qual d\u00e1 o que tem<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Conforme a sua pessoa<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Em Portugal, h\u00e1 tamb\u00e9m um ditado muito conhecido que diz a mesma coisa:<\/p>\n<p><em><strong>Pilriteiro d\u00e1 pilritos, a mais n\u00e3o \u00e9 obrigado.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O pilriteiro \u00e9 um arbusto espinhoso bastante comum em Portugal e d\u00e1 uma frutinha muito \u00e1cida, o pilrito. Pela quadrinha popular, parece que o pilrito n\u00e3o deve mesmo ser uma fruta muito apreciada. Tenho uma teoria sobre frutas ex\u00f3ticas que se pilrito fosse bom mesmo, seu nome seria morango ou banana e seria exportado para todos os cantos do planeta.<\/p>\n<p>Podemos come\u00e7ar a enxergar esse cotidiano atrav\u00e9s de uma outra \u00f3tica. O cara que fura fila n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o e princ\u00edpios de cidadania. Vamos nos irritar? Brigar? A mo\u00e7a lenta no caixa do supermercado \u00e9 lenta mesmo e nem foi treinada para ser mais r\u00e1pida. O mau prestador de servi\u00e7os pode ter uma hist\u00f3ria parecida com a mo\u00e7a do supermercado. Antes de reagirmos de forma a perdermos nosso dia, podemos pensar que pilriteiros d\u00e3o pilritos. Que tal?<\/p>\n<p>*<strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira \u00e9 doutor em neurologia pela Unicamp, professor do curso de medicina do Unieuro e neurologista do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria originalmente no site do\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/\">Correio Braziliense<\/a>.<br \/>\nCr\u00e9dito foto:<\/strong>\u00a0www.pexels.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deixar o rancor de lado n\u00e3o \u00e9 uma atitude f\u00e1cil, mas, mesmo em situa\u00e7\u00f5es extremas, deix\u00e1-lo para tr\u00e1s \u00e9 libertador<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4577,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4364"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4364"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4364\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4579,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4364\/revisions\/4579"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}