{"id":4760,"date":"2025-03-09T22:18:53","date_gmt":"2025-03-10T01:18:53","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=4760"},"modified":"2025-03-11T22:20:15","modified_gmt":"2025-03-12T01:20:15","slug":"derrame-cerebral-entre-jovens-nao-e-raro-mulheres-devem-ser-mais-cautelosas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/derrame-cerebral-entre-jovens-nao-e-raro-mulheres-devem-ser-mais-cautelosas-2\/","title":{"rendered":"Efeito nocebo. Isso existe mesmo? Como o pessimismo age no paciente"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Se o otimismo e uma boa rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por boa parte do sucesso de um tratamento, o pessimismo pode tornar as coisas mais dif\u00edceis<br \/>\n<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<p>Por <strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira<\/strong>*<\/p>\n<div id=\":2uw\" class=\"Am aiL Al editable LW-avf tS-tW tS-tY\" tabindex=\"1\" role=\"textbox\" contenteditable=\"true\" spellcheck=\"false\" aria-label=\"Corpo da mensagem\" aria-multiline=\"true\" aria-owns=\":2xc\" aria-controls=\":2xc\" aria-expanded=\"false\">\n<p class=\"texto\">Nocebo \u00e9 uma palavra que n\u00e3o tem cara de coisa boa. E n\u00e3o \u00e9 coisa boa mesmo. A origem da palavra \u00e9 do latim e significa \u201cprejudicarei\u201d. Ela define os eventos adversos associados a expectativas negativas e \u00e9 o correspondente negativo do famoso efeito placebo. Se o otimismo e uma boa\u00a0rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente\u00a0j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por boa parte do sucesso de um\u00a0tratamento, o pessimismo pode tornar as coisas mais dif\u00edceis.\u00a0Tanto o nocebo como o placebo est\u00e3o fortemente ligados ao contexto psicossocial do indiv\u00edduo, experi\u00eancias pr\u00e9vias e sugest\u00f5es verbais do pr\u00f3prio terapeuta.<\/p>\n<p>J\u00e1 temos boas evid\u00eancias apontando que s\u00e3o maiores os efeitos adversos de um tratamento quando o m\u00e9dico d\u00e1 mais \u00eanfase a esses poss\u00edveis efeitos. O anestesista pode dizer a uma gr\u00e1vida que ir\u00e1 aplicar uma anestesia regional que evitar\u00e1 que ela sinta dor durante o parto. Pode tamb\u00e9m optar por dizer que ela sentir\u00e1 uma picada forte nas costas e que esta \u00e9 a pior parte da anestesia. Essa segunda forma de abordagem provocar\u00e1 mais dor do que a primeira. Efeitos colaterais de uma medica\u00e7\u00e3o na esfera sexual podem ser at\u00e9 tr\u00eas vezes mais frequentes quando o m\u00e9dico alerta o paciente no in\u00edcio do tratamento sobre esses riscos.<\/p>\n<p>Qual \u00e9, ent\u00e3o, a melhor pr\u00e1tica m\u00e9dica? O m\u00e9dico deve evitar a todo custo falar de efeitos colaterais com os pacientes? Nem tanto. Minimizar o componente negativo do discurso m\u00e9dico pode ser uma diretriz bem razo\u00e1vel e o tamanho desse componente deve variar de acordo com a demanda do paciente. O paciente pode at\u00e9 se beneficiar de uma conversa sobre efeito nocebo com exemplos interessantes. O que parece n\u00e3o ser muito produtivo \u00e9 enumerar ao paciente uma lista intermin\u00e1vel de efeitos colaterais. Eu costumo falar de uns tr\u00eas e sempre refor\u00e7o que a maioria dos pacientes n\u00e3o costuma apresentar efeitos colaterais. E essa \u00e9 a verdade.<\/p>\n<\/div>\n<p>*<strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira \u00e9 doutor em neurologia pela Unicamp e neurologista do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria originalmente no site do <strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/\">Correio Braziliense<\/a>.<br \/>\nCr\u00e9dito foto:<\/strong> PEXELS<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o otimismo e uma boa rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por boa parte do sucesso de um tratamento, o pessimismo pode tornar as coisas mais dif\u00edceis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4765,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4760"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4760"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4766,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4760\/revisions\/4766"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}