{"id":4791,"date":"2025-04-15T08:46:19","date_gmt":"2025-04-15T11:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=4791"},"modified":"2025-04-15T08:46:19","modified_gmt":"2025-04-15T11:46:19","slug":"estudo-aponta-que-o-cerebro-sofre-mais-com-o-alcool-a-partir-de-oito-doses-por-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/estudo-aponta-que-o-cerebro-sofre-mais-com-o-alcool-a-partir-de-oito-doses-por-semana\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que o c\u00e9rebro sofre mais com o \u00e1lcool a partir de oito doses por semana"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Pesquisa mostra que o consumo excessivo de \u00e1lcool, acima de oito doses semanais, pode aumentar a vulnerabilidade do c\u00e9rebro a les\u00f5es, incluindo aquelas relacionadas \u00e0 Doen\u00e7a de Alzheimer.<br \/>\n<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<p>Por <strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira<\/strong>*<\/p>\n<div id=\":2uw\" class=\"Am aiL Al editable LW-avf tS-tW tS-tY\" tabindex=\"1\" role=\"textbox\" contenteditable=\"true\" spellcheck=\"false\" aria-label=\"Corpo da mensagem\" aria-multiline=\"true\" aria-owns=\":2xc\" aria-controls=\":2xc\" aria-expanded=\"false\">\n<p>Pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo publicaram nesta quarta-feira na Neurology, peri\u00f3dico da Academia Americana de Neurologia, um estudo apontando que o c\u00e9rebro fica mais suscet\u00edvel a les\u00f5es cerebrais com o consumo de mais de oito doses de \u00e1lcool por semana. Foram estudados 1781 indiv\u00edduos com m\u00e9dia de idade de 75 anos e que foram submetidos a necropsia ap\u00f3s morte de causa n\u00e3o traum\u00e1tica. O consumo de \u00e1lcool nos \u00faltimos tr\u00eas meses de vida foi caracterizado atrav\u00e9s de question\u00e1rio com familiares e separado em quatro grupos: abst\u00eamios, consumo moderado (at\u00e9 sete doses por semana), consumo alto (oito ou mais doses por semana), consumo anterior alto (com pelo menos tr\u00eas meses de absten\u00e7\u00e3o antes da morte).<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que indiv\u00edduos com hist\u00f3ria de alto consumo, oito ou mais doses por semana, apresentam maior contingente de placas neurofibrilares, consideradas biomarcadores da Doen\u00e7a de Alzheimer. Por outro lado, mesmo aqueles que tinham consumo moderado (at\u00e9 sete doses por semana), apresentavam mais les\u00f5es vasculares quando comparados aos abst\u00eamios. Aqui estamos nos referindo a les\u00f5es secund\u00e1rias ao espessamento e enrijecimento das pequenas art\u00e9rias cerebrais (arterioloesclerose hialina). Uma dose de \u00e1lcool correspondia a 14 g de \u00e1lcool, 350ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de bebida destilada.<\/p>\n<p>Temos acompanhado nos \u00faltimos anos uma s\u00e9rie de estudos que demonstra que o consumo moderado de \u00e1lcool reduz o risco de doen\u00e7as cardiovasculares, incluindo o infarto do cora\u00e7\u00e3o e o derrame cerebral. Al\u00e9m disso, \u00e9 reconhecido que a rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1lcool e doen\u00e7as cardiovasculares tem um comportamento estat\u00edstico conhecido como curva J. Quanto mais alta a posi\u00e7\u00e3o na curva J, maior o risco. Isso significa que a aus\u00eancia de consumo de \u00e1lcool, que est\u00e1 na ponta inferior do J, est\u00e1 associada a um risco maior de doen\u00e7as cardiovasculares do que o consumo moderado que se encontra na \u201cbarriga\u201d do J. Por outro lado, o consumo exagerado de \u00e1lcool, que se encontra na ponta superior do J, reflete um maior risco de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Alguns estudos epidemiol\u00f3gicos t\u00eam demonstrado que o \u00e1lcool tamb\u00e9m tem um comportamento semelhante \u00e0 curva J quando o assunto \u00e9 decl\u00ednio das capacidades cognitivas com o envelhecimento, sendo que o consumo moderado est\u00e1 associado a um menor risco de dem\u00eancia, e o consumo excessivo a um maior risco (ponta superior do J). Outras pesquisas n\u00e3o conseguem mostrar vantagem no baixo consumo sobre a absten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados da presente pesquisa est\u00e3o em linha com a corrente de pensamento de que o \u00e1lcool em doses moderadas n\u00e3o protege o c\u00e9rebro do ponto de vista neuropatol\u00f3gico e nem mesmo cl\u00ednico. Um estudo de 2022 publicado pela Nature Communications, aponta que o consumo moderado de \u00e1lcool est\u00e1 associado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do volume cerebral ao longo dos anos, fato que pode ter repercuss\u00e3o no desempenho cognitivo. Entretanto, existem tamb\u00e9m evid\u00eancias de efeitos ben\u00e9ficos desse uso moderado (curva J) e atualmente essa discrep\u00e2ncia de resultados \u00e9 explicada por fatores confundidores presentes entre aqueles que consomem pouco \u00e1lcool, como estilo de vida mais saud\u00e1vel, maior socializa\u00e7\u00e3o e poder socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<\/div>\n<p>*<strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira \u00e9 doutor em neurologia pela Unicamp e neurologista do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria originalmente no site do <strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/\">Correio Braziliense<\/a>.<br \/>\nCr\u00e9dito foto:<\/strong> PEXELS<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa mostra que o consumo excessivo de \u00e1lcool, acima de oito doses semanais, pode aumentar a vulnerabilidade do c\u00e9rebro a les\u00f5es, incluindo aquelas relacionadas \u00e0 Doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4793,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4795,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4791\/revisions\/4795"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}