{"id":4837,"date":"2025-06-27T17:23:21","date_gmt":"2025-06-27T20:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=4837"},"modified":"2025-06-27T17:23:21","modified_gmt":"2025-06-27T20:23:21","slug":"sera-que-a-colica-do-bebe-pode-ser-enxaqueca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/sera-que-a-colica-do-bebe-pode-ser-enxaqueca\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que a c\u00f3lica do beb\u00ea pode ser enxaqueca?"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Estudos veem uma rela\u00e7\u00e3o entre pessoas que t\u00eam crise de enxaqueca e beb\u00eas que apresentaram c\u00f3lica nas primeiras semanas de vida.<br \/>\n<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<p>Por <strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira<\/strong>*<\/p>\n<div id=\":2uw\" class=\"Am aiL Al editable LW-avf tS-tW tS-tY\" tabindex=\"1\" role=\"textbox\" contenteditable=\"true\" spellcheck=\"false\" aria-label=\"Corpo da mensagem\" aria-multiline=\"true\" aria-owns=\":2xc\" aria-controls=\":2xc\" aria-expanded=\"false\">\n<p class=\"texto\">No ano de 2012, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia sugeriu que a c\u00f3lica dos lactentes pode, na verdade, ser uma precursora da enxaqueca ao mostrar que o risco \u00e9 mais de duas vezes maior nos beb\u00eas que t\u00eam m\u00e3es que sofrem de\u00a0enxaqueca. Enquanto 29% dos beb\u00eas de m\u00e3es com enxaqueca apresentavam c\u00f3lica, apenas 11% daqueles de m\u00e3es sem enxaqueca tinham o problema.<\/p>\n<p class=\"texto\">No ano seguinte, outro estudo de muito impacto encorpou a ideia dessa associa\u00e7\u00e3o ao mostrar que crian\u00e7as e adolescentes com\u00a0enxaqueca\u00a0tinham muito mais chances de ter apresentado c\u00f3lica quando beb\u00eas quando comparadas a controles sem enxaqueca (72.6% X 26.5%). Desde ent\u00e3o, uma s\u00e9rie de estudos, incluindo uma metan\u00e1lise, v\u00eam confirmando esses resultados.<\/p>\n<p class=\"texto\">Existem algumas condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que acontecem de forma recorrente na inf\u00e2ncia e que s\u00e3o entendidas como express\u00f5es precoces de genes que mais tarde ser\u00e3o expressos como enxaqueca. Entre essas condi\u00e7\u00f5es podemos citar crises de torcicolo, vertigem, v\u00f4mitos c\u00edclicos, al\u00e9m das misteriosas c\u00f3licas dos beb\u00eas.<\/p>\n<p class=\"texto\">O choro normal da crian\u00e7a come\u00e7a a se intensificar nas primeiras semanas de vida, alcan\u00e7a o seu topo entre a sexta e oitava semana, e aos tr\u00eas meses j\u00e1 come\u00e7a a dar uma tr\u00e9gua. A c\u00f3lica dos beb\u00eas \u00e9 uma forma intensificada desse choro e \u00e9 definida como crises de choro por pelo menos tr\u00eas horas e pelo menos tr\u00eas vezes por semana. Tamb\u00e9m \u00e9 chamada de choro inconsol\u00e1vel e est\u00e1 associada a uma maior incid\u00eancia de casos da s\u00edndrome do beb\u00ea chacoalhado, condi\u00e7\u00e3o em que um adulto sacode a crian\u00e7a para disciplin\u00e1-la, tentando interromper o choro. Isso pode levar a les\u00f5es traum\u00e1ticas de diferentes gravidades.<\/p>\n<p class=\"texto\">O termo c\u00f3lica traz uma conota\u00e7\u00e3o de que o desconforto tem origem no aparelho digestivo e s\u00e3o v\u00e1rios os estudos que tentam ligar a c\u00f3lica com gases intestinais, microbiota, alergia \u00e0 prote\u00edna do leite, intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose. Alguns apresentam resultados positivos e outros negativos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Por que seria um beb\u00ea com bagagem gen\u00e9tica de um \u201cc\u00e9rebro de enxaqueca\u201d mais propenso a ter crise de choro? Uma das maiores caracter\u00edsticas de um c\u00e9rebro enxaquecoso \u00e9 a hiperexcitabilidade, uma maior sensibilidade a est\u00edmulos sensoriais como ru\u00eddos e luz. A transi\u00e7\u00e3o do \u00fatero para o mundo cheio de est\u00edmulos pode fazer mesmo diferen\u00e7a a partir de algumas semanas, a partir de um n\u00edvel de desenvolvimento da acuidade visual e auditiva. Isso pode explicar o porqu\u00ea de a c\u00f3lica ser mais frequente entre a sexta e oitava semanas de vida, e n\u00e3o no per\u00edodo neonatal. Uma pesquisa chegou a demonstrar que a restri\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos sensoriais foi capaz de reduzir o problema.<\/p>\n<p class=\"texto\">Com esse corpo de conhecimento, j\u00e1 se discute a modifica\u00e7\u00e3o do termo c\u00f3lica por algo como \u201cAgita\u00e7\u00e3o Parox\u00edstica do Lactente\u201d, j\u00e1 que a raiz do problema pode ter mais a ver com o c\u00e9rebro do que com a barriga.<\/p>\n<\/div>\n<p>*<strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira \u00e9 doutor em neurologia pela Unicamp e neurologista do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria originalmente no site do <strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/\">Correio Braziliense<\/a>.<br \/>\nCr\u00e9dito foto:<\/strong> PEXELS<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos veem uma rela\u00e7\u00e3o entre pessoas que t\u00eam crise de enxaqueca e beb\u00eas que apresentaram c\u00f3lica nas primeiras semanas de vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4838,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4837"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4837"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4839,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4837\/revisions\/4839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}