{"id":4879,"date":"2025-09-02T16:31:54","date_gmt":"2025-09-02T19:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=4879"},"modified":"2025-09-02T16:35:09","modified_gmt":"2025-09-02T19:35:09","slug":"8-mitos-sobre-o-alzheimer-que-incomodam-os-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/8-mitos-sobre-o-alzheimer-que-incomodam-os-especialistas\/","title":{"rendered":"8 mitos sobre o Alzheimer que incomodam os especialistas"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Confira a mat\u00e9ria escrita por Isabella Abreu e publicada no portal do Estad\u00e3o, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de nosso diretor, o Dr. Ricardo Afonso Texeira<br \/>\n<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\":2uw\" class=\"Am aiL Al editable LW-avf tS-tW tS-tY\" tabindex=\"1\" role=\"textbox\" contenteditable=\"true\" spellcheck=\"false\" aria-label=\"Corpo da mensagem\" aria-multiline=\"true\" aria-owns=\":2xc\" aria-controls=\":2xc\" aria-expanded=\"false\">\n<h3><b>Certas cren\u00e7as podem atrasar o diagn\u00f3stico e tamb\u00e9m atrapalhar o tratamento correto<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A doen\u00e7a de <\/span><b>Alzheimer<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ainda \u00e9 cercada por tabus, cren\u00e7as equivocadas e informa\u00e7\u00f5es distorcidas que circulam entre a popula\u00e7\u00e3o. Esses mitos n\u00e3o apenas alimentam o estigma em rela\u00e7\u00e3o ao quadro, como tamb\u00e9m podem dificultar diagn\u00f3sticos, atrasar tratamentos e gerar sofrimento desnecess\u00e1rio para pacientes e cuidadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A seguir, especialistas apontam alguns dos equ\u00edvocos mais comuns e explicam por que \u00e9 importante combat\u00ea-los.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mitos sobre Alzheimer prejudicam pacientes, familiares e cuidadores\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<h3><b>1- \u201cN\u00e3o h\u00e1 o que fazer para a doen\u00e7a de Alzheimer\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAinda n\u00e3o existe cura para o Alzheimer, mas h\u00e1 muito que pode ser feito\u201d, destaca a geriatra Claudia Suemoto, professora na <\/span><b>Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ela conta que dispomos de medicamentos que podem estabilizar ou retardar a progress\u00e3o dos sintomas, especialmente se iniciados nas fases iniciais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, como estimula\u00e7\u00e3o cognitiva, <\/span><b>atividade f\u00edsica<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, controle de doen\u00e7as cardiovasculares, <\/span><b>alimenta\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> equilibrada e suporte psicossocial, t\u00eam impacto real na funcionalidade e no bem-estar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAcreditar que n\u00e3o h\u00e1 nada a ser feito desmotiva pacientes e familiares, levando \u00e0 falta de acompanhamento m\u00e9dico e \u00e0 perda de oportunidades para manter a autonomia e a qualidade de vida por mais tempo. O cuidado multidisciplinar, aliado ao apoio \u00e0 fam\u00edlia, faz grande diferen\u00e7a no dia a dia\u201d, refor\u00e7a a m\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<h3><b>2- \u201cPerda de mem\u00f3ria \u00e9 normal do envelhecimento\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Claudia afirma que, embora pequenas mudan\u00e7as cognitivas possam ocorrer com o avan\u00e7ar da idade \u2014 como levar mais tempo para lembrar nomes ou processar informa\u00e7\u00f5es \u2014 a perda de mem\u00f3ria frequente e progressiva n\u00e3o \u00e9 parte \u201cnormal\u201d do <\/span><b>envelhecimento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsse mito \u00e9 perigoso porque leva muitas pessoas e suas fam\u00edlias a subestimarem sinais iniciais, atrasando o diagn\u00f3stico e o in\u00edcio de interven\u00e7\u00f5es que podem melhorar a qualidade de vida\u201d, analisa Claudia. \u201cIdentificar precocemente altera\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria permite avaliar causas trat\u00e1veis, como <\/span><b>depress\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, dist\u00farbios da tireoide e defici\u00eancias vitam\u00ednicas, e iniciar estrat\u00e9gias que retardem a evolu\u00e7\u00e3o do quadro quando se trata de doen\u00e7as neurodegenerativas. Aceitar a perda de mem\u00f3ria como \u2018normal\u2019 significa perder tempo valioso\u201d, enfatiza.<\/span><\/p>\n<h3><b>3- \u201cAs medica\u00e7\u00f5es freiam a progress\u00e3o da doen\u00e7a\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As quatro medica\u00e7\u00f5es atualmente dispon\u00edveis &#8211; rivastigmina, donepezila, galantamina e memantina &#8211; n\u00e3o interrompem ou freiam as altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas da doen\u00e7a nem mudam sua hist\u00f3ria natural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Publicidade<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ricardo Afonso Teixeira, doutor em neurologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia, explica: \u201cElas atuam na modula\u00e7\u00e3o da neurotransmiss\u00e3o, permitindo que o paciente possa ter melhora dos sintomas. O decl\u00ednio cognitivo n\u00e3o \u00e9 interrompido, mas, com as medica\u00e7\u00f5es, o estado cl\u00ednico pode estar melhor do que sem elas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cren\u00e7a nesse mito pode trazer falsas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento e ser fonte de decep\u00e7\u00e3o e ang\u00fastia, principalmente dos familiares.<\/span><\/p>\n<h3><b>4- \u201cExames podem prever a doen\u00e7a\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Teixeira ressalta que exames de screening podem indicar um risco aumentado de enfrentar a doen\u00e7a, mas isso n\u00e3o significa que a pessoa necessariamente ir\u00e1 desenvolv\u00ea-la.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele explica que, embora seja poss\u00edvel argumentar que conhecer um resultado de alto risco poderia motivar a ado\u00e7\u00e3o imediata de h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis, \u201co dever de casa para manter o bom funcionamento do <\/span><b>c\u00e9rebro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em idades avan\u00e7adas \u00e9 o mesmo, independentemente de o exame indicar menor ou maior risco\u201d. Isso envolve atacar fatores de risco modific\u00e1veis, como <\/span><b>tabagismo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><b>hipertens\u00e3o arterial<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e sedentarismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por enquanto, o especialista refor\u00e7a que esses exames devem ser realizados apenas em pacientes selecionados por m\u00e9dicos especializados, e n\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o geral, pois um resultado sem a devida orienta\u00e7\u00e3o pode gerar ansiedade e abalar o <\/span><b>bem-estar emocional<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h3><b>5- \u201cO canabidiol cura o Alzheimer\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a neurologista Elisa de Paula Resende, coordenadora do Departamento Cient\u00edfico de Cogni\u00e7\u00e3o da Academia Brasileira de Neurologia, embora o canabidiol possa ajudar em algum sintoma espec\u00edfico da doen\u00e7a, como agita\u00e7\u00e3o, agressividade e dist\u00farbios do <\/span><b>sono<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, ainda n\u00e3o h\u00e1 cura para a doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cIsso pode fazer com que as pessoas deixem de usar o tratamento correto com as medica\u00e7\u00f5es indicadas para a doen\u00e7a, optando por um tratamento que n\u00e3o tem evid\u00eancias suficientes\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Publicidade<\/span><\/p>\n<h3><b>6- \u201cUma pessoa sozinha consegue cuidar de um familiar com Alzheimer\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leandro Minozzo, geriatra e autor do livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Como cuidar de um familiar com Alzheimer e n\u00e3o adoecer <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(Editora Sulina), atenta sobre o desafio real enfrentado pelas fam\u00edlias: \u201cPercebo que, no in\u00edcio, os cuidadores acham que conseguir\u00e3o lidar melhor com os problemas, que ser\u00e3o resilientes e ter\u00e3o apoio. Por\u00e9m, com o passar dos meses e anos, acabam adoecendo, mesmo aqueles com boa sa\u00fade e conhecimento\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo ele, cuidar sozinho n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. \u201cO custo \u00e9 muito elevado, n\u00e3o s\u00f3 financeiro, mas principalmente de vida entregue e sofrimento\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Refor\u00e7ar essa cren\u00e7a sobre a capacidade individual do cuidador pode levar a sobrecarga f\u00edsica e emocional, comprometendo a sa\u00fade do cuidador e a qualidade do cuidado prestado ao paciente.<\/span><\/p>\n<h3><b>7- \u201cTer Alzheimer significa viver fora da realidade e agir com agressividade\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O neurologista Diogo Haddad, head do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, explica que cada paciente \u00e9 \u00fanico e deve ser visto e analisado de forma completamente individual. \u201cEmbora o Alzheimer cause altera\u00e7\u00f5es comportamentais e cognitivas, como agita\u00e7\u00e3o ou confus\u00e3o, nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas. Muitos permanecem conectados emocionalmente com amigos e familiares, especialmente nas fases iniciais e intermedi\u00e1rias da doen\u00e7a\u201d, descreve.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O m\u00e9dico avalia que pintar um quadro inevitavelmente negativo pode desumanizar o paciente e dificultar o v\u00ednculo afetivo e o cuidado por parte da fam\u00edlia e cuidadores. \u201cAl\u00e9m disso, as altera\u00e7\u00f5es comportamentais, quando presentes, podem ser gerenciadas com abordagens espec\u00edficas e com um bom acompanhamento m\u00e9dico\u201d, enfatiza.<\/span><\/p>\n<h3><b>8- \u201cAs dem\u00eancias s\u00e3o doen\u00e7as apenas de pessoas idosas\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs dem\u00eancias afetam predominantemente as pessoas <\/span><b>idosas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, mas eventualmente podemos ter esse diagn\u00f3stico em pessoas com menos de 60 anos, ou seja, existem os casos precoces. Al\u00e9m da doen\u00e7a de Alzheimer, h\u00e1 ainda dem\u00eancias vasculares, as frontais (essas costumam acontecer em pessoas mais jovens)\u201d, alerta Thais Bento Lima da Silva, geront\u00f3loga com PHD em Neurologia Cognitiva e do Comportamento pela USP.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\">Mat\u00e9ria originalmente no site do <strong>Estad\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/saude\/8-mitos-sobre-o-alzheimer-que-incomodam-os-especialistas\/?srsltid=AfmBOorIFz8_pL0deKeh1BVs2ZfYhBmMiKYKTVBR4uZ-Nmmh7OJqZJRf\">clique aqui para visualizar<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>*<strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira \u00e9 doutor em neurologia pela Unicamp e neurologista do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Cr\u00e9dito foto:<\/strong> IA \/ Canva<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a mat\u00e9ria escrita por Isabella Abreu e publicada no portal do Estad\u00e3o, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de nosso diretor, o Dr. Ricardo Afonso Texeira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4880,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,59],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4879"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4879"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4884,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4879\/revisions\/4884"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}