{"id":5307,"date":"2026-03-27T11:50:38","date_gmt":"2026-03-27T14:50:38","guid":{"rendered":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/?p=5307"},"modified":"2026-03-27T12:37:16","modified_gmt":"2026-03-27T15:37:16","slug":"a-juventude-de-hoje-tem-se-saido-melhor-que-a-das-geracoes-passadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/a-juventude-de-hoje-tem-se-saido-melhor-que-a-das-geracoes-passadas\/","title":{"rendered":"A juventude de hoje tem se sa\u00eddo melhor que a das gera\u00e7\u00f5es passadas"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Dados recentes indicam que crian\u00e7as e adolescentes de hoje s\u00e3o mais emp\u00e1ticos, pacientes e menos expostos a comportamentos de risco do que gera\u00e7\u00f5es anteriores, contrariando percep\u00e7\u00f5es comuns.<br \/>\n<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"m_4422705779587974637yui_3_16_0_ym19_1_1511348855948_49464\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div id=\"m_-1278217216785674693ydp9dc2daf3yiv0291208248yMail_cursorElementTracker_1606865733683\" dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<hr \/>\n<p class=\"texto\">A Scientific American, peri\u00f3dico do grupo editorial da Nature, publicou este m\u00eas uma an\u00e1lise preciosa do conjunto de evid\u00eancias que mostra que\u00a0crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o melhores hoje do que em d\u00e9cadas passadas. Estamos falando de uma mente mais aberta e inclusiva, menos narc\u00edsica e com mais empatia. Eles est\u00e3o mais pacientes, apresentam maior QI e menores \u00edndices de consumo de drogas e incidentes por bullying, al\u00e9m de menos gravidezes indesejadas.<\/p>\n<p>Alguns j\u00e1 devem estar descrentes ao lerem que as crian\u00e7as est\u00e3o mais pacientes. O teste do marshmallow, estudado entre crian\u00e7as desde a d\u00e9cada de 1970, mostra resultados com menos impulsividade hoje do que foi h\u00e1 50 anos. O teste faz a pergunta para a crian\u00e7a: voc\u00ea prefere um marshmallow agora ou dois em um segundo momento?<\/p>\n<p class=\"texto\">Como explicar essa realidade de que os jovens de hoje s\u00e3o menos complicados do que os de antigamente, apesar da cren\u00e7a comum dizer o contr\u00e1rio? Isso pode ser atribu\u00eddo \u00e0 ocorr\u00eancia de um di\u00e1logo entre pais e filhos mais reflexivo e voltado \u00e0s emo\u00e7\u00f5es; ao fato de muitas escolas terem na grade curricular espa\u00e7o reservado para o est\u00edmulo de inclus\u00e3o, empatia e controle emocional; ao maior vocabul\u00e1rio emocional entre os jovens de hoje que pode favorecer o diagn\u00f3stico de\u00a0transtornos mentais, o que no passado ficava &#8220;debaixo do tapete&#8221;; e, finalmente, ao fen\u00f4meno das redes sociais, que, apesar dos riscos que oferecem, promovem empatia e mais encontros pessoais entre os jovens, ajudando a formar cidad\u00e3os conscientes.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Meu caro amigo, as coisas est\u00e3o melhorando.&#8221; Esta \u00e9 uma frase de Chico Buarque em entrevista que discorria a respeito da situa\u00e7\u00e3o geral do pa\u00eds. Cinco anos depois, em 2015, afirma que a m\u00fasica que faz sucesso no Brasil n\u00e3o \u00e9 mais a imposta pela minoria rica, como foi a\u00a0Bossa Nova. Isso explicaria um sentimento saudosista comum de que j\u00e1 n\u00e3o se faz m\u00fasica hoje como a que era feita nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Voc\u00ea j\u00e1 ouviu muitas vezes, hoje n\u00e3o se tem mais Chicos, Caetanos, etc. Pode ser que o saudosismo de que crian\u00e7as crian\u00e7as de outrora eram melhores seja um vi\u00e9s do pensamento daqueles que s\u00e3o excepcionais e projetam para toda uma gera\u00e7\u00e3o anterior as mesmas habilidades.<\/p>\n<p>*<strong>Dr. Ricardo Afonso Teixeira \u00e9 doutor em neurologia pela Unicamp e neurologista do Instituto do C\u00e9rebro de Bras\u00edlia.<br \/>\n<\/strong><strong>Cr\u00e9dito foto:<\/strong> Pexels<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados recentes indicam que crian\u00e7as e adolescentes de hoje s\u00e3o mais emp\u00e1ticos, pacientes e menos expostos a comportamentos de risco do que gera\u00e7\u00f5es anteriores, contrariando percep\u00e7\u00f5es comuns.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5308,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[]},"categories":[57,52],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5307"}],"collection":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5307"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5307\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5312,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5307\/revisions\/5312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/icbneuro.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}